Ler para mim é como ir até a varanda de um jardim, sentar em uma mesa e tomar um chá enquanto escuto o(a) autor(a) me contar sua história. Reler um livro é como retornar naquele local e relembrar antigas lembranças e enquanto ouço, imagino, imagino muito. Através dessas sensações, uma coisa me veio a faltar... responder a pessoa que passou um tempo comigo e declamou para mim sua obra.
Cada texto aqui postado nesse blog é como uma carta endereçada àquele(a) amigo(a) que desfrutou seu tempo comigo. Através das minhas palavras, envio uma resposta acerca do nosso encontro, traço ligações entre o que ouvi (li) e as pesquisas que fiz, os pensamentos que formulei e as emoções que senti. A partir daqui, traço uma troca que espero que seja enriquecedora e ponha em prática o meu desejo de também comunicar, principalmente porque acredito que a leitura é uma prática de troca.
Espero, acima de tudo, que essas cartas não sejam vistos como sentimentos velados e intimistas demais. Qualquer um que as lê pode se sentir a vontade de entrar nessa conversa junto comigo, enriquecer a discussão através da troca de ideias. Assim, a carta endereçada a um velho autor, a uma velha autora ou mesmo a um(a) jovem que inicia sua aventura na literatura é assinada não só por mim, mas por todos nós.

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